Acordamos às 7h30 e por volta das 8h30 descemos para tomarmos um delicioso café típico da Holanda, preparado pela nossa mãe Truus (como sempre, provamos de tudo), em seguida, às 9h30 o nosso pai Jan nos levou de carro até um estacionamento, onde nos encontramos com os demais integrantes.. Lá, nos abraçamos e compartilhamos as experiências da primeira noite com as famílias, cheios de curiosidades e alegria com tamanho carinho que recebemos de todos. Aqui queremos abrir um parêntese para falarmos da nossa é dizer que ficamos na família mais fofa, são incríveis, atenciosos e nos acolheram muito bem, toda hora tem muita comida e nós como boas meninas, não recusamos (kakak). Voltando para a programação, após todos estarem reunidos no estacionamento, seguimos para nossa primeira visita do dia, um orquidário lindoooo. E lá nos surpreendemos com espaço do lugar o qual equivale a 4 campos de futebol…
Detalhe, as orquídeas vermelhas para os dias dos namorados já estão sendo produzidas, levando em consideração que aqui é comemorado no dia 14 de fevereiro. Recebemos muitas informações e acompanhamos todo o processo da sua produção, do início ao fim, dentre muitas curiosidades, nos chamou a atenção o fato de que há 50 espécies de orquídeas e do cuidado especial que é tido com elas, já que é preciso que a pessoa responsável pelo cuidado vista uma roupa para cada tipo de orquídea, no intuito de não causar a contaminação cruzada. Logo depois, visitamos a BM Roses, que pertence ao Ad, esposo de Socorro, pessoa querida por todo grupo. Mais uma vez acompanhamos todo processo diferenciado que as flores clássicas recebem e, ao contrário das orquídeas, estas precisam de aquecimento 20h por dia, ficamos admirados com o local onde se produz energia a gás, sendo esta uma maneira econômica utilizada por eles. Outro detalhe massa é que eles não usam inseticidas, mas sim um tipo de bixinhos “bons”
(Phytoseiulus persimilis) que comem bixinhos “ruins”… Vocês que lutem para entender. No final dessa visita, Ad nos explicou que parte das flores são exportadas para outros países e outra vai para leilão (achamos chique). Falando em chique e honrando as origens, partimos para a casa da brasileira da cidade de Monteiro, Socorro V. Marrewijk, onde nos deliciamos com um almoço muuuito brasileiro, com direito a feijão e forrozinho. Amamos a acolhida! E agora, uma parte bem esperada pelo grupo, o início das pedaladas. Hahahaha Fomos até a fa. v.d. Bosch, para que cada um pegasse suas respectivas bicicletas, exceto Elainy que pegou uma caroninha “na garupa” de Emanuel a troco de uma bier, que nunca será paga. Nos concentramos e passamos a testar nossas habilidades, pasmem, estávamos nos achando OS CICLISTAS Holandeses… Mas, essa marra não durou por muito tempo, ja que a pedalada aqui é mais 500.
Começando por Luanne, que não aguentou a pressão dos canais e desistiu quando os avistou, resolvendo pegar uma caroninha de carro com o nosso pai. Depois, Robertinho, que tinha recusado uma carona de carro e já havia nos provado antes, que seria moleza, po. Mas o mesmo já deixou avisado que amanhã vai de busão, tendo em vista que já provou da experiência . Kakakak Seguimos lindos e plenos na chuvinha de Schipluiden ou “Xipludin” como diz o holandês Luilton (Holandês da rua do meio. Muito bom, amigo, nota 0) para Delft. Chegando ao nosso última parada do dia, o Banco de Alimentos, um lugar destinado a doações de cesta básicas que atendem 7 cidades da região. No entanto, para que essas pessoas sejam assistidas elas precisam se encaixar em determinada situação de carência, sendo demonstrada através de critérios, como por exemplo, quando recebem apenas 50 euros por semana. Foi lindo perceber o controle e a atenção que eles possuem com cada assistido.
Por fim, saímos em direção a Schipluiden e, dessa vez, Luanne resolveu pegar uma caroninha “na garupa” de Adolfo, se juntando ao bonde. No meio do percurso por sua vez, ocorreu um pequeno imprevisto (quem nunca caiu de bicicleta na Holanda? Hahhaha), eu (Kennya) deixei um carimbo do meu rosto no asfalto, isso mesmo… Cai de cara, fiz meu nome e segui (estou bem kkk).
Ps. Kennya: Paulo, Duda, Catarina e todos os meus amigos, obrigada pelas mensagens carinhosas. Wanderley, painho e Claudinho, estou muito bem, feliz e quero morar aqui. Amo vcs! Paulinha e André, hoje entendo o amor e o sentido da frase que ouvi de vocês: “o que acontece na Holanda, fica na Holanda”. Bjs, em todos vocês!
Ps Elainy.: Olá galera!!! Por aqui tudo bem! Está sendo uma experiência incrível! Hoje o dia foi cheio, depois voltamos aqui com mais notícias. Mãe, pai, Eualisson, Cordeiro e os demais, um abraço pra vcs! Estou muito feliz aqui, mas com muita saudade de vcs! Xero!